45 dias depois, gestão Doria não contratou perícia para investigar cratera do metrô

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Mais de um mês após o acidente na obra da linha 6-laranja do metrô, a gestão do governador João Doria (PSDB) não contratou ainda a empresa anunciada como responsável por fazer a do local.

Segundo as investigações, o IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológicas), anunciado pelo governo estadual como responsável por avaliar as causas do acidente, disponibilizou documento em que nega a formalização do contrato.

O resultado da perícia a ser realizada pelo IPT também foi citado pela Sabesp como pré-requisito para explicar as causas que levaram ao rompimento da tubulação de esgoto.

Em nota, a secretaria dos Transportes Metropolitanos confirmou que “está em fase final dos trâmites para a formalização do contrato junto ao IPT”, e que “a não assinatura do contrato não impediu o avanço dos trabalhos”.

“Profissionais do Instituto já estiveram no local em vistorias técnicas, participaram de reuniões de trabalho e tiveram acesso a todas as informações necessárias para a realização do trabalho”, informou a pasta.

A secretaria, porém, não detalhou o trabalho feito pelos especialistas do IPT até o momento e nem forneceu um cronograma de divulgação das causas do acidente. Procurado, o IPT informou que apenas o governo estadual irá se pronunciar sobre o assunto.

O documento que confirma o atraso na contratação ao qual a Folha teve acesso não contém informações sobre as atividades realizadas pelos técnicos do instituto.

De acordo com autoridades ligadas às investigações, o atraso na conclusão da perícia emperra o andamento das obras da linha 6-laranja do metrô, que já estão bastante atrasadas.

Na manhã de 1º de fevereiro, uma cratera se abriu no asfalto na marginal Tietê, em São Paulo, bem ao lado da obra da linha -laranja do metrô.

Naquele dia, o tatuzão, equipamento responsável pela escavação dos túneis do metrô, passava cerca de três metros abaixo.

O esgoto inundou o poço de ventilação da obra e fez ceder parte do asfalto da pista local da marginal.

Segundo o secretário dos Transportes Metropolitanos, Paulo Galli, o acidente foi provocado pelo rompimento de uma galeria de esgoto o que provocou o alagamento da obra do metrô e a consequente abertura da cratera no asfalto.

O acidente provocou a interdição de parte da pista local e central da marginal Tietê no sentido rodovia Ayrton Senna, na altura da ponte Freguesia do Ó. A pista central foi liberada dois dias depois, após a concretagem de parte do túnel da obra do metrô.