A maior ameaça ao planeta não são as mudanças climáticas e sim a política climática

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As contestações ao terrorismo climático vem se avolumando a cada dia, e a tese de que a melhor maneira de eliminar uma doença é matando o doente está ruindo e sendo desmistificada a uma velocidade difícil de acreditar diante de tudo que foi publicado ao longo dos anos. A fragilidade da ‘mitologia’ promovida pela ‘vidência apocalíptica’ criada nos corredores da ONU pelo, quase falecido, IPCC ancorada em teses catastróficas e manipuladas de cientistas cognominados de ‘oficiais’ que, brevemente, receberão novo título e ganharão, como prêmio, a aposentadoria precoce.

 

O escândalo está ficando cada vez maior e me faz lembrar de um conto infantil onde um menino, pois é, uma criança assistindo ao desfile de um monarca com sua corte, que exibia a sua maravilhosa vestimenta mágica, pela qual pagou uma fortuna, gritou para todos ouvirem – ‘o rei está nu’. Caros leitores qualquer semelhança é mera coincidência.

 

A ONU que foi criada para pacificar e unir os países vem demonstrando que tal objetivo transformou-se em uma proposta que fracassou. Caso os leitores tenham a curiosidade de analisar a caminhada da organização vão verificar que o que tem acontecido é justamente o contrário do que foi proposto.

 

Recentemente uma matéria postada no site Michael ShellenbergerMichael Shellenberger, escrito pelo próprio Michael Shellenberger, autor de best-sellers como “Apocalypse Never” e “San Fransicko” (HarperCollins) além de fundador e Presidente do Environmental Progress, sob o título ‘A verdadeira ameaça para os bancos não vem das mudanças climáticas. É dos banqueiros.’ Transcreverei alguns trechos.

 

“Nos últimos dois anos, alguns dos banqueiros e investidores mais poderosos e influentes do mundo argumentaram que a mudança climática representa uma grave ameaça aos mercados financeiros e que as nações devem mudar urgentemente de usar combustíveis fósseis para renováveis.

 

Mas um novo relatório importante da equipe do Banco da Reserva Federal de Nova York joga água fria na retórica exagerada vinda de investidores, banqueiros e políticos ativistas. “How Bad Are Weather Disasters for Banks?” pergunta o título do relatório de três economistas. “Não muito”, respondem na primeira frase do resumo.

 

A razão é porque “os desastres climáticos no último quarto de século tiveram efeitos insignificantes ou pequenos no desempenho dos bancos americanos”. O estudo analisou desastres no nível da FEMA entre 1995 e 2018, estimativas de danos a propriedades em nível de condado e o impacto nas receitas bancárias.

 

Mas os economistas do Fed analisaram separadamente os 10 por cento mais extremos de todos os desastres e descobriram que os bancos afetados não apenas não sofreram, “sua receita aumentou significativamente com a exposição” e que o melhor desempenho financeiro dos bancos atingidos por desastres não foi explicado pelo aumento da ajuda federal contra desastres (FEMA).

 

Em outras palavras, os desastres são realmente bons para os bancos, pois aumentam a demanda por empréstimos. Quanto maior a exposição de um banco a desastres naturais, maiores serão seus lucros.

 

O risco real para os bancos e a economia global vem da política climática, não da mudança climática, particularmente dos esforços para tornar a energia mais cara e menos confiável por meio do maior uso de energias renováveis, novos impostos e novas regulamentações.

 

No entanto, uma candidata crucial do governo Biden para regulamentação bancária disse abertamente que gostaria de levar à falência empresas que produzem petróleo e gás, os dois combustíveis cuja escassez está causando a crise global de energia. O acadêmico progressista Saule Omarova, nomeado por Biden, disse recentemente que “queremos levar as empresas de petróleo e gás à falência” e que “a maneira como basicamente nos livramos desses financiadores de carbono é privando-os de sua fonte de capital.”

 

A visão míope ou a cegueira dos adeptos e adoradores da nova seita ambientalista europeia querem implantar no mundo uma política climática extremante danosa à humanidade com sequelas irreparáveis. Os povos de países desenvolvidos sofrem as consequências da carência de energia até mesmo para mitigar o frio rigoroso do inverno. A aplicação da cartilha do IPCC propõe medidas não testadas provocando desastres nunca anteriormente experimentados pelos seres humanos.

 

A incongruência e estultice dos adoradores do IPCC, e da quase ex jovem Greta, é tão grande que demonizam os combustíveis fosseis e promovem o gás natural que também é um combustível fóssil. Em meio a toda a rejeição atacam o mais nobre combustível que é o petróleo, que produz energia podendo ser substituído facilmente por energia nuclear, por favor não falem de energia eólica e solar, pois, não são confiáveis, constantes e cinco a dez vezes mais caras por precisarem ser apoiadas pela energia tradicional. Além da geração de energia o petróleo gera centenas de subprodutos que utilizamos no nosso dia a dia e, naturalmente, é quem faz mover quase 1 bilhão e meio de veículos que ensejam uma vida melhor para toda a humanidade. Enquanto tudo acontece, aqui no Brasil, um país que produz menos de 83% do petróleo que precisa, os biocombustíveis são desprezados.

 

Gil Reis – Doutor em Agronomia e membro do Instituto Intelectos