A Mediocridade Dourada no. 3 – As tentativas de destruição de reputação.

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Ainda há vida inteligente nas universidades públicas brasileiras. E muita! As universidades são marcadas pela existência de alguns centros de excelência em pesquisa, ensino e extensão.

O corpo técnico dessas instituições é composto por milhares de profissionais. Ao todo, o MEC possui 300.000 servidores, divididos entre professores e técnicos.

Uma parte considerável de todo esse pessoal é altamente qualificada e comprometida com a excelência das instituições. São pesquisadores dedicados à ciência e ao desenvolvimento social. Amam o que fazem! Dedicam mais de seu tempo à instituição e suas causas nobres que a quaisquer projetos pessoais ou familiares. Gente abnegada; a chamada “prata da casa”.

Há, todavia, em meio a esses pesquisadores de alta cota de quilate, um percentual alto de indivíduos que se aglomeram em torno dos temas e pautas de partidos, ONGs, Coletivos e entidades que se dedicam mais à “luta pela causa” que às questões eminentemente universitárias. São pessoas mais comprometidas com causas sindicais e com partidos como PT, PCdoB, PSOL, PCO e outros do mesmo padrão ideológico. Pessoas que trabalham para usar a máquina pública em prol dos interesses partidários, ideológicos e pessoais.

Essa pequena parte do grupo é bastante ruidosa, o que lhe dá a aparência de grande, expressiva e respeitada.

São pessoas arbitrárias, manipuladoras e tendenciosas; mais: querem impor seu pensamento como único possível e único verdadeiramente aceitável.

Mesmo sabendo que esses indivíduos são carentes de retidão de pensamento, sempre tentei aproximar-me deles — sem com isso querer crer que meu pensamento pudesse ter qualquer valor em si —, mas querendo mostrar-lhes tão-somente a existência de pensamentos contrários.

Acreditava que, ao fazê-lo, poderia despertar neles a boa vontade da audição, a boa vontade da atenção e a possibilidade de um paralelo de ideias.

Lamentavelmente isso não aconteceu: todas as vezes em que tentei apresentar argumento contrário, fui imediatamente cortado, perdendo a chance de colocação de contraditório.

Isso tem-se dado agora, nos dias posteriores à publicação d’A Mediocridade Dourada no 1 e no 2.

Parece que alguns colegas se viram como douradores da própria mediocridade. Enxergaram o espelho. Isso é animador! É sinal de que a discussão é de fato necessária!