A trama na COP26

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No dia 2 outubro, a revista Época publicou artigo assinado por Janaína Figueiredo e Eliane Oliveira, sob o título “Europa planeja isolar Brasil na Cúpula do Clima da ONU para impedir que governo Bolsonaro bloqueie acordo”. O texto revela o que a Europa está tramando contra o nosso país na COP26, como mostram trechos da matéria:

“No passado, o Brasil era um negociador duro, mas que atuava de boa-fé. O Brasil governado por Jair Bolsonaro não é confiável, e a única opção para lidar com esse “trouble maker” (criador de problemas) é tentar isolá-lo para que metas ambiciosas possam ser alcançadas. A avaliação foi feita por um alto funcionário da União Europeia (UE) envolvido nas negociações globais sobre mudanças climáticas, que pediu para não ser identificado. Quando se fala sobre meio ambiente com fontes estrangeiras, essa é a imagem que tem hoje o governo Bolsonaro, prenunciando um ambiente hostil em relação à delegação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP-26, que começa dia 31 de outubro em Glasgow, na Escócia.

A estratégia do bloco foi explicada em detalhes pela fonte europeia. O que a UE tentará fazer em Glasgow é deixar o Brasil sozinho. Para isso, estão tentando convencer pesos pesados, como China e Índia. Chineses e indianos não defendem as posições do Brasil como próprias, mas resistem à tática do isolamento. Nas conversas com os europeus, pedem que haja mais paciência com o Brasil, mas não há sinais de que esteja dando certo.”

Caso se confirme as informações publicadas pela revista, o que estamos assistindo é um total desrespeito não apenas ao atual governante, ao Brasil e seu povo também. Todas as propostas feitas pela União Europeia envolvem exigências descabidas que provocam uma enorme elevação nos custos de nossa produção agropecuária, deixando bem claro que não se trata, pura e simplesmente, da proteção do planeta ou do meio ambiente, mas de uma alteração do “geocomércio”, visando reprimir comercialmente o Brasil e todos aqueles que ousem concorrer com os poderosos e tradicionais donos do mercado.