BOMBA: Ministério Público quer saber quanto Moro ganhou ao romper contrato com consultoria internacional

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Ministério Público (MP) junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) quer ter acesso a toda a documentação relativa ao rompimento do vínculo do ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) com a empresa de consultoria internacional Alvarez & Marsal.

No ofício enviado pelo procurador Lucas Furtado ao ministro do TCU Bruno Dantas, está especificado que o MP quer ter acesso à data do encerramento do contrato e principalmente, a todos “os valores envolvidos” no rompimento. Em outras palavras, o Ministério quer saber quanto Moro recebeu de indenização ou pagamentos equivalentes.

O atual pré-candidato à Presidência começou a trabalhar na consultoria em novembro de 2020. Na época, a contratação causou polêmica, uma vez que a Alvarez & Marsal é administradora judicial do processo de recuperação da Odebrecht, grupo que teve acionistas e executivos julgados e condenados pelo ex-juiz no período da Operação Lava Jato.

Em fevereiro de 2021, o MP pediu que o TCU desse início a uma investigação sobre a atuação de Moro na empresa. Dantas afirmou, no começo do ano, que ações de Moro como juiz “naturalmente” contribuíram para a quebra da Odebrecht, que hoje passa por recuperação judicial. O ministro do TCU argumentou que, por essa razão, a contratação de Moro era “no mínimo peculiar e constrangedora”. E questionou se Moro não estaria recebendo por “informações privilegiadas” sobre processos contra a Odebrecht.

 

O contrato do ex-juiz com a consultoria estrangeira foi encerrado com acerto de distrato no final de outubro. Inicialmente, o contrato de Moro iria até 31 de outubro de 2022, mas ele foi rescindido, com intuito de liberar o ex-ministro para sua filiação ao Podemos.

 

A coluna procurou a assessoria de Moro para comentar a respeito do assunto. Contudo, a equipe do ex-ministro da Justiça não respondeu.