CAMUFLAGEM GLOBALISTA

0
2044

Por Mauro Fagundes

 

O globalismo se traduz em um sistema de poder do qual emana uma força supranacional que visa impor sua vontade sobre nações soberanas, almejando alcançar seus interesses. Após a revolução de 1968, a esquerda mudou sua tática, deixou de atacar de forma direta a economia e passou a focar na destruição dos valores civilizacionais. Nada Que Calar 28 O objeto de ataque pretérito, a estratégia econômico-proletária, foi abandonada dando origem a estratégia sócio-psicológica que acabaria por abarcar outros segmentos da sociedade, como índios, negros, mulheres, dentre outras. Sem muito esforço, em um curto espaço de tempo, os chamados “intelectuais orgânicos da burguesia” entenderam que a esquerda não representava uma ameaça imediata e direta aos seus interesses. Nesse momento, os intelectuais capitalistas avistaram que o comunismo havia deixado a economia fora do foco de destruição a curto, médio e longo prazo. Seu objetivo principal era a destruição da civilização. Destruindo os valores, só restaria uma coisa para guiar a sociedade: o capital. Destarte, a óbvia conclusão se fez por imperar: seria possível tirar um grande proveito econômico dessa nova onda ideológica, bem como seria possível maximizar a realização de seus interesses, caso conseguissem dirigi-la. Nada Que Calar 29 Hodiernamente, esse quadro de poder se demonstra total e completamente instalado e em pleno funcionamento. Os multimilionários, não apenas nortearam a revolta esquerdista mundial, mas estabeleceram uma relação de subserviência da esquerda ao globalismo. Com o fito de disfarçar e facilitar o controle de decisões políticas em diversos países, os globalistas optam em exercer uma influência indireta através de fundações ou de entidades criadas com um propósito aparentemente altruísta. A estrutura é complexa, fundações satélites se associam a outras maiores, as quais, por sua vez, fazem parte de outras, sejam em forma de associação, seja em forma de simples parceria. Algumas funcionam como centro pensante outorgador de diretrizes, outras como replicadoras e outras como financiadoras. Como exemplo, podemos citar o Diálogo Interamericano (DI) Em 1982, nos Estados Unidos, foi criado o diálogo interamericano. A própria entidade se Nada Que Calar 30 auto-define como: “Um centro de análise que envolve uma rede de líderes globais para promover a governança democrática, a prosperidade e a equidade social na América Latina e no Caribe. Trabalhamos juntos para moldar o debate político, formar soluções e melhorar a cooperação no hemisfério ocidental.“ Atualmente 16 brasileiros integram o Diálogo. Alguns são figuras políticas conhecidas como Fernando Henrique Cardoso, um dos fundadores, a Deputada Federal Tábata Amaral, a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie e a ex-Senadora da República, Marina Silva. Outras figuras não menos importantes, também se fazem presentes, como o Presidente da Brasil Foods, Luiz Fernando Furlan e o ex-CEO do Citibank. Existem alguns multimilionários que não são formalmente ligados ao DI, alguns integram outras frentes globalistas e/ou atuam através Nada Que Calar 31 de estruturas próprias, como é o caso de George Soros com a Open Society Foundations que possui suas ações diretas na influência e usa o DI apenas para reforçar suas ações. A Open Society Foundation, realiza bilionários investimentos nas pautas de ideologia de gênero, movimento LGBT, legalização do aborto, entre outras pautas. Algo aparentemente tão abstrato, tão projetado, se torna nítido quando passamos a observar os estranhos movimentos impostos no seio da sociedade. O GIFE é uma associação sem fins lucrativos de investidores sociais no Brasil, fundada em 1995. Possui 160 empresas-membro, dentre as quais está a Open Society Foundations, a qual acaba por irradiar sua influência sobre a conduta de outras empresas, que em sua maioria, são beneficiárias de doações ofertadas pela entidade de Soros. Dessa forma, implementam suas políticas na sociedade, tudo de forma sutil.

 

 

 

Não se trata de simples acaso quando vemos outras entidades integrantes do GIFE convergindo em promover pautas em comum: ideologia de gênero, diversidade de gênero, empoderamento feminino, dentre outros. O Banco Santander financiou inúmeras exposições cujas temáticas principais eram ideologia de gênero, pornografia, pedofilia e Nada Que Calar 33 zoofilia. A mais famosa ocorreu quando uma criança do sexo feminino, em meio a exibição de um “show” dantesco, acompanhada da mãe tocou a perna de um homem desnudo publicamenteo que acabou por causar grande revolta nas redes sociais. O Banco do Brasil veiculou uma propaganda publicitária promovendo a diversidade sexual, contando, inclusive, com a atuação de transexuais. O presidente Jair Bolsonaro interferiu diretamente, ligou ao presidente do banco, Rubem Novaes, e determinou a retirada imediata do comercial do ar. Ademais, o diretor de marketing acabou por ser demitido. O Boticário, veiculou um comercial para o dia dos namorados onde os casais eram todos homossexuais. A Avon lançou a campanha “repense o elogio”, onde explorava a diferença do tratar pelos pais em relação às filhas e filhos, sendo estes enaltecidos pelas habilidades enquanto Nada Que Calar 34 aquelas pela aparência. Essa teratogênica campanha chegou a dar uma conotação negativa ao fato do pai chamar a filha de princesa. A Coca Cola lançou uma série de refrigerantes em lata com a imagem do Drag Queen Pabllo Vittar, bem como garantiu acesso a conteúdos exclusivos do cantor através dos códigos impressos nas embalagens. A Natura promoveu um comercial para a campanha do dia dos namorados contendo vários beijos lésbicos. A revolta da sociedade foi imediata Outras entidades pertencentes ao GIFE, também promovem ou financiam campanhas empreitadas em igual sentido, como a Fundação Roberto Marinho e o Itaú, que chegou a lançar livros para promover igualdade de gênero. Conforme largamente demonstrado, podemos, ainda que superficialmente, explicar e exemplificar o como e o porque a esquerda é financiada pelos multimilionários do mundo, Nada Que Calar 35 tanto quanto evidenciar uma insignificante fração do modus operandi adotado pelos globalistas para dirigir a sociedade mundial. Nada mais irônico do que vermos uma revolução esquerdista servir de base para o estabelecer de uma nova relação entre senhor e vassalo, acobertada pelo manto da cegueira deliberada.

 

Assine a revista NQC acessando o link: https://revistanqc.com.br/plataforma/home/index.php?action=initial