Eleição Presidencial: vitória do conservadorismo no Chile

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Disputa presidencial no Chile tem vitória do candidato conservador.

Kast vence o primeiro turno contra o candidato comunista de Michelle Bachelet, Gabriel Boric.

Com 100% dos votos apurados, os dois irão disputar o segundo turno, que será realizado no dia 19 de dezembro.

Quando o então candidato Jair Bolsonaro fazia campanha pelo segundo turno da eleição presidencial do Brasil, em 2018, o político chileno José Antonio Kast fez questão de visitá-lo e de ser filmado a seu lado, no Rio de Janeiro.

Candidato ao Palácio presidencial La Moneda, Kast passou, então, a ser chamado pelo povo do seu país e pela imprensa estrangeira como o “Bolsonaro chileno”.

Ex-deputado federal por quatro mandatos seguidos, pai de nove filhos, Kast, de 55 anos, é definido como conservador e tem grande identificação com o presidente brasileiro – mas não só com ele – e que tem conseguido canalizar o apoio de setores da sociedade chilena.

Contrário ao aborto, Kast defendeu como bandeiras de campanha a ordem, segurança e liberdade, além de diminuir a presença do Estado nas instituições, reduzir impostos, privatizar empresas estatais e eliminar o equívoco do Ministério da Equidade de Gênero.

No Chile, o voto não é obrigatório. Nas duas últimas grandes eleições, a participação não passou de 50% do total de eleitores. Em 2017, quando Piñera foi eleito, apenas 46% dos eleitores compareceram ao primeiro turno e 48% ao segundo.

Já neste domingo (21), um dia de primavera particularmente quente – com termômetros acima dos 30ºC –, foram registradas longas filas nos centros de votação de Santiago e cidades do norte e do sul do país.

Mesmo após o fechamento das seções às 18h (horário de Brasília), muitas pessoas ainda aguardavam para votar no pleito que inclui ainda escolhas para deputados, senadores e conselheiros regionais. São mais de 4.400 candidatos para 485 cargos eletivos.