Histeria da esquerda brasileira e sua reverberação internacional, revela estrutura de poder Globalista e as faces ocultas do Aparato Socioambiental Inter-Nacional no Brasil.

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Por Prof. Edward M. Luz

Antropólogo Social & Consultor Parlamentar

O terceiro trimestre de 2020 tem proporcionou uma inestimável oportunidade de aprendizado político para grande parte da população ou opinião pública brasileira que, neste período, pode ler, acompanhar e sobretudo aprender sobre a engenharia das estruturas de poder do Aparato Socioambiental Globalista que nunca esteve tão à mostra, tão evidente, poderosas e ativas como neste período.

As denúncias contra o Globalismo, caracterizadas pela crescente influência e intromissão de organismos de governança global e sua perniciosa ingerência nas nações autônomas surgiram com o crescimento das instituições internacionais no pós-Guerra, como a Liga das Nações (atual ONU), mas é a partir da Guerra Fria que o conceito de globalismo adquire as características que tem hoje. Mas já vai longe o tempo em que a estrutura de poder globalista era apenas objeto de análises e teorizações denunciadas por teóricos como Carroll Quigley, G. Edward Griffin, René Guénon e Pascal Bernadin expoentes desta linha teórica que alertaram o ocidente para as novas articulações de uma esquerda internacional globalista.

Até pouco tempo atrás, qualquer sugestão de conexão entre as grandes fortunas do capitalismo ocidental e as Organizações Neo-Governamentais de ação geopolítica inter-nacional, possuíam um cheiro de teoria excêntrica que responsável por empurrar o autor e escritor com “teórico da conspiração”. Desde a segunda década do século XXI contudo, o volume de evidências destas conexões políticas as tornou inafastáveis.

Em 2020, com décadas de exposição sistemática da denúncia destes e de outros autores que as popularizaram entre nós, não é preciso ser doutor em relações internacionais, nem analista social para constatar o crescente poder deste Aparato Globalista. Neste fatídico ano de 2020 rompeu-se de vez a cortina de fumaça que embaçava a visão de analistas revelaram-se como poucas vezes as conexões ideológicas e políticas dos Organismos de Governança Global, como a OMS (Organização Mundial da Saúde) e os demais partidos, Fundações, ONGs e entidades da “sociedade civil mundial” revelando-se numa apoteose midiática como poucas vezes no pós-guerra fria.

Em 2020, o simples monitoramento e a leitura de manchetes, matérias e reportagens dos principais jornais nacionais e internacionais tornou-se uma verdadeira tese do funcionamento do aparato globalista, por si só suficiente para que olhares mais atentos, treinados e sensíveis enxergassem as estruturas, operacionais, conexões e modus operantes do Aparato Socioambiental Inter-Nacional Globalista em sua mais animada divisão de funções sociais na mais atual intervenção globalista. Detenho-me na análise de algumas delas a seguir.

As manchetes nacionais de Julho estampavam que já se somavam em três as denúncias ainda que com cara e teor de seriedade e gravidade que teriam sido protocoladas contra o Presidente Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional de Haia por adversários políticos que desesperados com os índices de popularidade do Presidente, parecem não ter o que fazer a não ser aumentar o grau e o volume da histeria. O PDT inovou em sua denúncia ao chefe do Executivo sendo o primeiro a acrescentar algo minimamente parecido com uma justificativa às denúncias de “crime contra a humanidade”. Desta vez por sua postura no combate ao avanço da Covid-19 no país. Apesar da “inovação” a denúncia não é nova, nem criativa. Duas outras já estavam encalhadas nas gavetas do TPI. A da Rede Sindical Brasileira UNISaúde já inaugurava lá no começo do mês, acusava o presidente de “falhas graves e mortais” na condução da resposta à pandemia de covid-19. A denúncia é evidentemente exagerada, mas a prova de que a histeria é mesmo a maior e mais antiga arma da esquerda é que antes, muito antes do início da pandemia no Brasil, não só uma, mas duas mais engajadas[1] entregam queixa ao Tribunal Penal Internacional uma denúncia de “crime contra a humanidade” alegando que Bolsonaro teria “incitado por ações e palavras um genocídio indígena”. Não bastasse as duas associações promoverem a ação descabida, organizações Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu) e a Uni Global Union nada menos que outras (pasmem) 50 entidades sindicatos de profissionais da saúde brasileiros e estrangeiros pegaram carona e ingressaram com amicus curie para reforçar todas estas denúncias histéricas no Tribunal Penal Internacional. O grito histérico e infundado é de fato a melhor estratégia de quem já não tem mais nada de racional e válido a oferecer ao povo brasileiro.

Já em agosto praticamente todos os dias, as manchetes brasileiras e internacionais estampavam dados histéricos sobre a pandemia de corona vírus no país quando este atingira a triste marca de 100 mil mortos pela covid-19, ou, logo em seguida, sobre o início das queimadas na Amazônia dando início a uma atroz campanha de desinformação difamatória contra o Presidente e Governo Bolsonaro.

Por fim, já no início de setembro, manchetes dos principais jornais do Brasil anunciavam que a campanha internacional Defund Bolsonaro pretendia “alertar e conscientizar empresas, líderes globais, consumidores e investidores para que se afastem e se desvinculem do presidente Jair Bolsonaro, que seria o principal responsável pela devastação da maior floresta tropical do mundo”. A campanha conta como principais instrumentos, o site www.defundbolsonaro.org e um vídeo narrado que pergunta “Você está sentindo o cheiro de fumaça?” A Amazônia está queimando. De novo”.

Desta vez contudo, as reações e respostas não só do povo, mas sobretudo das autoridades brasileiras engrossaram o caldo merecendo análises. Em meados de setembro as redes sociais ficaram em polvorosa, quando o próprio General Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, decidiu subir o tom na defesa do país, atacando frontalmente pelo menos alguns dos responsáveis pela campanha difamatória.

Em sua conta no Twitter, o General Heleno publicou em meados de setembro uma série de tuítes acusando publicamente apenas o braço mais visível deste Aparato Globalista no Brasil, a APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) e sua presidente socialista, Sonia Guajajara, defendendo que governo entre com ação por crimes de “lesa-pátria” contra a APIB por aliar-se com instituições estrangeiras e promoverem, com o financiamento e suporte de diversas outras ONGs, institutos e fundações americanas, europeias e internacionais a campanha caluniosa #DefundBolsonaro.

Movida por interesses egoístas e escusos, ONGs oportunistas e impatrióticas como o CTI, a CPT, o CIMI e o multibilionário Instituto Socioambiental (ISA) vendem seus serviços para usar argumentos falsos, números fabricados e acusações infundadas com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil, que é líder em conservação de florestas tropicais tendo a matriz energética mais limpa e diversificada do mundo.

Ainda neste final de setembro já atribulado e marcado pelas queimadas tanto na Amazônia quanto no Pantanal, seguido por intensas disputas de narrativas, outra reação ainda maior veio com o oficial discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que como manda a tradição foi proferido pelo Presidente do Brasil o primeiro a discursar na abertura das Assembleias Geral das Nações Unidas (ONU). Em estreita ligação seu primeiro discurso proferido no ano passado, e dando-lhe a continuidade o discurso pronunciado pelo Presidente Bolsonaro na terça 21 de setembro foi mais uma resposta à altura à muitos senão todos estes ataques dando conta e revelando como o Brasil vem sendo uma vítima sistemática de sucessivas campanhas de desinformação sobre meio ambiente.

Apesar da maior crise provocada pela pandemia do corona vírus a produção rural do Brasil, não teve nem condições de parar, aumentando ao contrário trabalhou como nunca, produziu, como sempre, alimentos para mais de 1 bilhão de pessoas contribuindo assim para a segurança alimentar do mundo.

Provocando reações furiosas do Aparato Ambientalista Internacional, Bolsonaro fez questão de relembrar como o agronegócio brasileiro continua pujante ainda que submisso à mais avançada e mais pesada legislação ambiental do planeta. Mesmo assim, somos vítimas de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal. A Amazônia brasileira é riquíssima e possuidora de recursos que precisamos ainda descobrir como explorar de forma equilibrada e sustentável.

Bolsonaro lembrou ainda, que mesmo sendo uma das 10 maiores economias do mundo, o Brasil é responsável por apenas 3% da emissão de carbono. “Faz isto ainda garantindo a segurança alimentar a um sexto da população mundial, mesmo preservando 66% de nossa vegetação nativa e usando apenas 27% do nosso território para a pecuária e agricultura”. E complementa “O Brasil desponta como o maior produtor mundial de alimentos. E, por isso, há tanto interesse em propagar desinformações sobre o nosso meio ambiente. Estamos abertos para o mundo naquilo que melhor temos para oferecer, nossos produtos do campo. Nunca exportamos tanto”. Disse o Presidente num tom entre o irônico e o provocativo.

O mundo cada vez mais depende do Brasil para se alimentar. Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior. Os incêndios acontecem praticamente, nos mesmos lugares, no entorno leste da Floresta, onde o caboclo e o índio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas” afirmou Bolsonaro relembrando as práticas tradicionais da coivara & queima (slash & burn) que mesmo retrógradas e por vezes criminosas, ainda continuam praticadas por muitos produtores rurais, grandes e pequenos na região amazônica. Mesmo assim, os focos criminosos são combatidos com rigor por um Governo empenhado em manter uma política de combate ao crime ambiental e junto com o Congresso Nacional, buscando a regularização fundiária, visando identificar os autores desses crimes.

Bolsonaro lembrou por fim que a região amazônica tem dimensões maiores do que toda a Europa Ocidental situação que impõem dificuldades logísticas e operacionais para o enfrentamento não só das queimadas, mas também de todos os demais ilícitos cometidos na região, como a extração ilegal de madeira, o garimpo irresponsável e a biopirataria. Tais dificuldades contudo não dão ao Governo Bolsonaro desculpa para a inação, pedindo o aperfeiçoando o emprego de tecnologias e aprimorando as operações de combate aos ilícitos, contando com a participação das Forças Armadas no Conselho da Amazônia sob o comando do Vice Gen. Mourão. Estes três meses, mostram que não há soluções simples para os dilemas e desafios ambientais que o Brasil enfrenta, mas evidenciou também que o Aparato Socioambiental Globalista existe sim, bate forte, joga sujo e comete crimes contra os interesses do país, fazendo de tudo para retomar o poder perdido.


[1] As organizações Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) a Comissão Arns de Direitos Humanos.