Lula, Macron e a política da miséria

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O presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu Lula na última quarta-feira 17. O ex-presidente brasileiro disse ter saído animado do seu tour pela Europa. O que Lula não contou para o seu eleitorado, é que 7 milhões de pessoas pediram ajuda em bancos de alimentos na França em 2020, o que representa mais de 10% da população do país, hoje estimada em 66 milhões de pessoas. A informação é do relatório sobre o estado da pobreza na França, da associação Secours Catholique-Caritas.

Ainda segundo o documento, entre as pessoas acolhidas nos bancos de alimentos de urgência que foram organizados durante o período do lockdown na França, 22% não contavam com nenhum recurso financeiro, um terço das famílias não tinha acesso à moradia e 27% ficavam sem comer durante um dia inteiro ou mais. O período de confinamento na França, de onde vem parte dos dados do estudo, foi de março a maio de 2020.

A média da renda das pessoas beneficiadas pela Secours Catholique em 2021 é de € 537 (cerca de R$ 3.390), ou seja, menos seis euros em relação ao ano passado, valor que se mantém abaixo da linha de pobreza fixada em 2018 na França, em € 1.063 (R$ 6712,26). Depois da necessidade de escuta psicológica, a ajuda alimentar é o primeiro pedido das famílias apoiadas pela Secours Catholique.

“É uma humilhação o que nosso país inflige”, disse Véronique Devise, presidente da associação.