Para ter foro privilegiado, Moro cogita desistir da presidência e concorrer ao Senado

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O ex-juiz Sergio Moro, não decola nas pesquisas de intenção de voto para presidente. Sem voto dos apoiadores de Lula, que mandou prender antes das eleições em 2018, assim como os dos apoiadores de Bolsonaro, que serviu na presidência como ministro da Justiça e saiu como pária pouco depois, ele agora cogita concorrer ao Senado. Justamente para fugir da justiça.

Com apenas 9% das intenções de voto nas pesquisas de intenção de votos para presidente, Moro falhou como opção viável da “terceira via” e deve abandonar o barco de sua candidatura pelo menos até fevereiro, caso não chegue aos 15% nas pesquisas até fevereiro.

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Segundo Carolina Brígido, colunista do UOL, além de evitar a derrota de não alcançar o 2º turno, ele precisa de um mandado em 2023. Qualquer um. Isso porque, quem diria, Sergio Moro vai precisar apelar para o foro privilegiado.

Isso por que o ministro Bruno Dantas, do TCU (Tribunal de Contas da União), mandou a consultoria americana Alvarez & Marsal revelar os serviços prestados e os valores pagos a Moro.

As suspeitas que caem contra o juiz, considerado suspeito pelo STF, é que ele tenha atuado em um cenário de “conflitos de interesses, favorecimentos, manipulação e troca de favores entre agentes públicos e organizações privadas”.

Moro fora contratado pela empresa em abril, logo depois de deixar o Ministério da Justiça. Em outubro, ele largou o emprego para se lançar pré-candidato. Alvarez & Marsal é o escritório que atuou como administrador judicial da Odebrecht, empreiteira investigada pela Lava Jato – e, portanto, alvo de decisões de Moro na época que conduzia os processos em Curitiba.

Como o TCU não integra o Judiciário, sendo um órgão administrativo autônomo, as informações prestadas pela consultoria americana podem servir como base para a abertura de uma investigação judicial contra Moro. Por isso sua urgência de obter mandato. Para qualquer coisa. Moro precisa de imunidade parlamentar. Para não ser condenado por corrupção.