PIB da construção civil sobe e setor imobiliário cresce 32%

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A curva de crescimento recorde do mercado imobiliário em 2021 não deverá entrar em descendência nos próximos meses, contrariando os prognósticos negativos de uma conjuntura de desaceleração econômica, juros altos e aumento da inflação. Pelo menos essa é a expectativa dos atores desse segmento do setor de incorporação, que encerrou o ano passado com um crescimento de 32% e desde 2014 não vivenciava quadro tão favorável: oferta abundante de crédito impulsionada pelo saldo positivo da poupança, taxa de juros baixa, demanda crescente por imóveis maiores e de melhor localização e capacidade de entrega das incorporadoras, que, capitalizadas, aceleraram os lançamentos.

“A conjunção de todos esses fatores possibilitou o crescimento de 7,6% do PIB do setor em 2021, quando a expansão do PIB nacional não chegará a 5%”, afirma William Gomes, analista de Equity Research no TC Matrix. Segundo ele, justamente em razão da excelente performance da incorporação imobiliária no ano passado é que as perspectivas para 2022 são positivas, e o setor deverá atingir uma expansão da ordem de 2%. Gomes admite ser este um ano desafiador por causa das eleições e das implicações sobre as decisões econômicas, mas lembra que historicamente os brasileiros consideram o setor imobiliário o ativo mais seguro em momentos de incerteza.

Em sua terceira edição, divulgada em dezembro passado, o indicador de confiança do setor imobiliário residencial, realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imo-biliárias (Abrainc) em parceria com a Deloitte, atestou que “o mercado imobiliário mantém em alta a expectativa de novos lançamentos no setor ao longo dos próximos 12 meses e também em relação à aquisição de terrenos para futuros empreendimentos”.

Na avaliação do presi-dente da Abrainc, Luiz França, a expectativa positiva para lançamentos de novos empreendimentos ainda no primeiro semestre deste ano é um bom sinalizador e indica que o empreendedor se mantém confiante no mercado e na melhoria das condições de compra por parte do consumidor. “São perspectivas que abrem uma boa oportunidade para o crescimento do setor em 2022”, afirmou.