Seu celular é um caixa eletrônico ambulante.

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Prestes a completar um ano, o Pix revolucionou a forma de pagamento entre a população brasileira. Conseguiu unir desde o grande empresário até o vendedor ambulante da estação Pavuna do metrô no Rio de Janeiro. As transferências são quase que instantâneas, basta estar com o celular na mão e uma conexão de internet para efetuar os pagamentos. Mas nem tudo são um mar de rosas…. os criminosos viram no Pix uma forma fácil e rápida de levantar fundos para o crime organizado, não sendo mais necessário a exposição com a vítima até caixas eletrônicos ou comércios para sacar o dinheiro, basta efetuar uma transferência para uma conta laranja. Com isso, o estado de São Paulo viu despertar um crime até então praticamente adormecido: O SEQUESTRO RELÂMPAGO.

Os criminosos abordam as vítimas e as levam para um cativeiro onde a obrigam a fazer as transferências do dinheiro, que são sacadas antes mesmo que a polícia tenha conhecimento do crime sendo as vítimas libertadas em seguida. O estado paulista viu o crime de sequestro relâmpago aumentar em 39% em 2021 (206 boletins de ocorrência de janeiro a julho deste ano) *. Mas essa modalidade de crime não exclusivo de São Paulo, no Rio, há cerca de um mês, Mila Marsisli, filha de Cláudio Marsisli, médico renomado assassinado em 19 de outubro, foi sequestrada no mesmo bairro onde o cirurgião foi morto, aumentando as estatísticas no Brasil.

O delegado Tárcio Severo, do DOPE-SP faz um alerta quanto aos celulares:

O celular é uma arma. Tem tudo dentro dele: aplicativo, senha, biometria. Como ficou fácil, os criminosos estão adotando o sequestro relâmpago. Vão roubar uma residência, por exemplo, e aproveitam para fazer um Pix.

Como policial, deixo aqui algumas dicas de segurança que podem salvar sua vida:

Procure o gerente do seu banco e altere o limite de transferência de suas operações;

A senha do banco não deve ser a mesma de outros aplicativos e não devem ser anotadas no celular;

Não reaja a abordagem de criminosos;

Ao entrar no carro, não fique parado dentro dele, isso faz de você um alvo fácil;

Avise os familiares sobre sua rota de percurso, isso facilita em caso de acionamento de emergência.

* Fonte: SSP / SP

Guilherme Whittaker

Escritor