VERGONHA: a cartada de Lula no STF para enterrar seu último processo na Justiça

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Depois de conseguir junto ao STF as decisões que anularam condenações por corrupção e devolveram ao ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva a liberdade, os direitos políticos e o acesso a seus bens, a defesa do petista bate à porta do Supremo para enterrar o último processo ainda em tramitação contra ele na Justiça.

 

Em uma petição encaminhada nesta segunda-feira, 21, ao ministro Ricardo Lewandowski, os advogados de Lula pedem a suspensão da ação penal que trata de supostos crimes cometidos na compra pelo governo de 36 caças suecos Gripen, aberta na Justiça Federal do Distrito Federal a partir da Operação Zelotes. O ex-presidente é réu neste processo por supostos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

O documento a ser analisado por Lewandowski foi apresentado no mesmo processo do STF em que o ministro concedeu ao petista acesso às mensagens hackeadas dos celulares de membros da extinta força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná.

 

Citando algumas das mensagens trocadas em grupos do aplicativo Telegram, os defensores sustentam que os procuradores do Ministério Público Federal no Distrito Federal Frederico de Carvalho Paiva e Herbert Reis Mesquita, signatários da denúncia do caso dos caças, agiam para prejudicar Lula nos mesmos moldes dos colegas paranaenses. Com base nos diálogos, os advogados afirmam que o processo foi “construído sob a indevida ingerência dos membros da extinta “força-tarefa da lava jato”.

 

“Apesar de tramitar perante a Seção Judiciária do Distrito Federal, [o processo] possui as claras digitais da obsessiva ‘força-tarefa da Lava Jato’”, diz a petição, que cita a existência de um “plano do Lula” entre os procuradores para incriminar o petista. O tal plano reuniria ataques à defesa dele, “cooptação de delatores” para acusá-lo, “ocultação de provas” e investigações clandestinas.

 

No pedido a Ricardo Lewandowski, os advogados do ex-presidente pedem a suspensão liminar, ou seja, provisória, do processo, e então a concessão de um habeas corpus de ofício, isto é, por iniciativa do ministro, para trancá-lo definitivamente. Em maio de 2021, o juiz substituto Frederico Botelho, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, determinou a suspensão do depoimento de Lula na ação penal, diante da apresentação por sua defesa de um pedido para declarar suspeitos os procuradores Frederico Paiva e Herbert Mesquita.